MOCOCI e Rádio Comunitária realiza reunião com pais para discutir denúncias em escolas públicas do Novo Aleixo

 

Foto Divulgação.

O Movimento Comunitário Pela Cidadania (MOCOCI) e Rádio Comunitária A Voz das Comunidades 87,9 FM, realizou na noite desta quarta-feira, 27 de maio, uma importante reunião com pais e responsáveis de crianças e adolescentes que estudam em escolas públicas do bairro Novo Aleixo (Mutirão), zona norte de Manaus.

A reunião aconteceu após a Rádio Comunitária receber diversas denúncias de mães indignadas com supostos comportamentos adotados por gestores de escolas da região. Os responsáveis, que preferiram não se identificar, por conta de perseguição com seus filhos dentro da escola, relataram situações preocupantes envolvendo a função exercida por alguns alunos adolescentes dentro das escolas, conhecidos como “monitores” e até “tenentes”.

Segundo os relatos apresentados durante a reunião, esses adolescentes seriam colocados por professores, com autorização da gestão escolar, para vigiar outras crianças dentro da unidade de ensino. Os pais denunciaram ainda que, em alguns casos, esses jovens acabam usando de má-fé, chegando a praticar agressões verbais contra crianças menores dentro da escola.

Outra preocupação levantada foi a suposta perseguição interna dentro das escolas. De acordo com os responsáveis presentes, alguns “tenentes” fariam relatos considerados não verídicos sobre determinados alunos, o que acabaria influenciando diretamente nos relatórios escolares, prejudicando notas e até ocasionando transferências para outras escolas.

Durante o encontro, pais também questionaram a postura de algumas gestões escolares, afirmando que em reuniões internas alguns gestores costumam se referir às unidades de ensino como “aqui na minha escola”, transmitindo aos pais a sensação de que as decisões são impostas sem diálogo com a comunidade escolar.

Outro ponto debatido foram denúncias de que a quadra de uma das escolas do bairro estaria sendo alugada para a comunidade. Além disso, responsáveis relataram que determinadas escolas não aceitariam alunos com baixo rendimento escolar, realizando transferências para evitar queda nos índices educacionais relacionados ao FUNDEB.

A reunião contou com a presença da representante do Conselho Tutelar da zona norte de Manaus, Fabíola Reis e do líder comunitário e presidente do Instituto Social Recomeçar,  Juvêncio Nunes, ex-conselheiro tutelar da mesma zona, além da presidente do Movimento Comunitário Pela Cidadania, e diretora da Rádio Comuitária A Voz das Comunidades e Jornalista Neidinha Maciel.

Fabíola Reis destacou a importância de encontros como esse para fortalecer o vínculo entre as famílias e os órgãos de proteção à criança e ao adolescente.

“O Conselho Tutelar existe justamente para ajudar as famílias, principalmente na proteção das crianças e adolescentes. Momentos como este são fundamentais para orientar os pais e ouvir a comunidade, até porque lugar de criança é na escola”, destacou a conselheira.

Juvencio, agradeceu pelo convite para acompanhar este momento com as famílias e compartilhou com todos presente, que também recebeu algumas denúncias sobre crianças que foram transferidas sem o consentimento dos pais e que este caso não é de hoje, disse o ex-conselheiro tutelar.

A presidente do MOCOCI, Neidinha Maciel, também agradeceu a presença de todos e reforçou que o espaço do MOCOCI, continuará aberto para futuras reuniões e debates voltados ao fortalecimento das famílias e da comunidade.

“Nosso objetivo é garantir que pais e responsáveis tenham voz e vez, orientação e apoio. O espaço do MOCOCI estará sempre aberto para dialogar com a comunidade e fortalecer essa parceria com o Conselho Tutelar”, finalizou.

FUNDEB significa Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação. É um recurso financeiro do governo utilizado para ajudar no funcionamento das escolas públicas em todo o Brasil, desde a educação infantil até o ensino médio. O dinheiro do FUNDEB serve para diversas áreas da educação, como:

Pagamento de professores e profissionais da educação;

Manutenção das escolas;

Compra de materiais escolares;

Alimentação escolar;

Transporte de alunos;

Melhorias na estrutura das unidades de ensino;

Investimentos na qualidade da educação.

O cálculo do FUND)EB também leva em consideração indicadores educacionais, quantidade de alunos matriculados e desempenho escolar. Por isso, muitas escolas buscam manter bons índices de aprovação, frequência e rendimento dos estudantes.

É importante destacar que nenhuma escola pública pode negar matrícula, expulsar ou transferir aluno apenas por ter notas baixas ou dificuldades de aprendizagem. O papel da escola é justamente acompanhar, orientar e buscar meios para ajudar o estudante a melhorar seu desempenho, respeitando o direito à educação garantido pela Constituição Federal e pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).


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Responsável pelo Portal - Jornalista Neidinha Maciel - DRT0001780/AM



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